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21 de maio de 2013

Jack o Estripador - A história que você não conheceu

Essa é mais uma história escrita pelas criaturas do Acervo Maldito. E nos posts em parceria com acervo vocês tem a opção de escutar tudo contado pelas criaturas, ou ler o post abaixo do video...

Tem Coragem?








Aqui abaixo tem o texto do post completo

[leiamais]


É bem provável que você já conheça a história de Jack o estripador e caso não conheça, recomendo procurar por ela no site.

Só que não é da história que já conhecemos que falarei hoje e sim sobre o lado que foi ignorado.

Cinco vítimas oficiais, todas com características semelhantes e nenhum culpado.

Antes de começar advirto: Apresentarei aqui suposições baseadas em hipóteses, não há interesse algum em  denegrir a imagem de pessoas ou qualquer tipo de crença religiosa sendo assim, se é você alguém incapaz de compreender o assunto como "hipótese",  sugiro então que vá para os raios que o parta. Sim! Antes de que algum fanático vomite em cima disso é melhor que eu justifique minha defesa!

Traçar o perfil de Jack parece algo impossível mas, vejamos...

Todas as cinco vítimas de Jack eram prostitutas e foram assassinadas de maneira semelhante.

Talvez o ponto mais notório dessa questão era o fato de que as mulheres tinham seus pescoços rasgados e com exceção da terceira delas, todas as outras tiveram seus úteros arrancados.

A primeira vítima de Jack não teve seus órgãos extraídos com "eficiência."  Talvez Jack estivesse com pressa? Ou será que Jack não tinha um profundo conhecimento sobre cirurgias e anatomia humana?

Quatro das vítimas foram assassinadas em um perímetro curto, a pouca distância entre uma vítima e outra pode ser notada nas imagens abaixo e mesmo a sua quinta vítima, (a única que estava mais longe do que a área habitual onde ocorriam os crimes) não pode ser considerada como "longe", não se levarmos em conta o tamanho de Londres e se também observarmos que essa vítima foi a única assassinada em sua própria residência.

Agora veja a indicação de ponto "A" nas imagens, é sobre esse local que vou falar agora.


Crispin Street, Londres ano 1867, Setenta e dois anos antes da primeira vítima de Jack.

O reverendo Daniel Gilbert terminava de inaugurar um anexo para acolher pessoas de ruas e principalmente prostitutas e crianças. O local e o seu projeto ficaram conhecidos como The Night Refuge e funcionava como um albergue noturno que recebia a ajuda de voluntários e  também de algumas freiras,  Mary Ignatius Sherrington era uma delas, começou no albergue em 1862 e ficou por lá até sua morte em 1912.

As imagens do google maps que eu acabo de mostrar deixa claro que 4 dos crimes aconteceram próximo ao refúgio noturno.

O maior erro cometido nas investigações da época foi o de ignorar o abrigo. Nunca foi feita uma pesquisa profunda para saber se as prostitutas assassinadas frequentaram o albergue noturno, o que era possível visto que elas sempre estavam por ali e que essa era a missão do abrigo ou seja, acolher prostitutas e pessoas de rua.

Jack sempre foi discreto só que você já parou para pensar que:

Talvez  Jack não fosse "o estripador" e sim  "a estripadora?" Pior ainda, quem sabe "os estripadores", no plural!

Quem você acha que realmente foi Jack? Um médico? Um cara "se divertindo". Ou quem sabe alguém que odiava mulheres? Nenhum desses!

A maneira com que as vítimas eram mortas é típica de rituais macabros. Gargantas cortadas, órgãos arrancados, tudo isso tem um sentido filosófico. Como eu disse anteriormente a primeira vítima teve diversos cortes e tentativas de extração de órgãos irregulares,  deixando claro que não é obra de nenhum doutor cirurgião profissional.

Se Jack não era "Jack", então quem era Jack? - Pergunta complicada?

Já ouviu falar em fanatismo religioso? Claro que sim!

Você sabia que é comum praticantes de rituais macabros de seitas se infiltrarem em grupos sociais ou religiosos para que se faça cumprir seus objetivos bizarros?

A minha teoria sugere que Jack na verdade foi um membro de uma antiga seita que mescla de maneira distorcida e equivocada o cristianismo com os preceitos templários. Ele poderia ser uma única pessoa como também poderia ser várias e além disso, é bem mais aceitável que ele na verdade era "ela".

A seita em questão não possui um nome conhecido mas, suas origens são antigas e de tempos em tempos podemos notar suas práticas e pensar que isso é coisa do passado, algo já extinto é um engano, nos dias atuais é possível notar que esse tipo de coisa ainda acontece, por exemplo:

Procure pelos os nomes Barbora Skrlova e Klara Mauerova. Essas duas mulheres da Tchecoslováquia eram seguidoras de um grupo chamado Movimento do Graal e foram condenadas por canibalismo. O líder do grupo nunca foi encontrado, ele agia de forma secreta com seus seguidores e era conhecido apenas como "O Doutor." Através de sua "palavra" seus "fiéis" eram guiados e incentivados à cometerem todos os tipos de atos violentos contra outras pessoas alegando "a purificação."

Veja agora esses textos, são textos religiosos:


9 Porque não há retidão na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua.
10 Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas transgressões, pois se rebelaram contra ti.

 Salmos 5-9


13 A mulher louca é alvoroçadora; é simples e nada sabe. 
14 Assenta-se à porta da sua casa numa cadeira, nas alturas da cidade, 
15 E põe-se a chamar aos que vão pelo caminho, e que passam reto pelas veredas, dizendo: 
16 Quem é simples, volte-se para cá. E aos faltos de entendimento ela diz: 
17 As águas roubadas são doces, e o pão tomado às escondidas é agradável. 
18 Mas não sabem que ali estão os mortos; os seus convidados estão nas profundezas do inferno. 

Provérbios 9 - 13 

Essas seitas que fazem de seus seguidores suas próprias vítimas geralmente utilizam distorcidamente esses textos:

Em resumo, uma mente doentia pode interpretar de maneira equivocada esses textos, ou ainda duvida disso?

A carta de Jack.

É de conhecimento de que na época Jack supostamente havia enviado algumas cartas à polícia. Essas cartas foram tidas como falsas no em tanto, é muito provável que uma delas é verdadeira e tal carta é conhecida como "a carta do inferno", veja:



Por que Jack mandaria cartas à polícia se não fosse para fazê-los pensar que se tratava de um serial killer? Isso é óbvio demais!

Podemos concluir então que as possibilidades de que Jack era membro de uma seita maligna são muitas. O Acervo Maldito palpita e eu digo:

É possível que Jack fosse uma mulher disfarçada de freira afinal, poderia aproximar-se facilmente de qualquer prostituta e andar pelas as ruas sem chamar a atenção. Ou quem sabe até Jack fosse um grupo? O fato é que temos grandes motivos para acreditar que Jack se infiltrou secretamente no abrigo noturno para executar suas tarefas e se estamos errados ou não você quem decide porém, lembre-se:

Jack nunca foi pego, tem certeza de que você pode nos provar o contrário?


E por último vai minha advertência:

Jack não morreu, ele ainda vive dentro de muitos outros Jack's pelo o mundo a fora, Jack é uma mente contaminada pelo o desejo sombrio de matar sob a justificativa de uma crença e por isso, muito cuidado com quem você conversa, muito cuidado com estranhos. Pode ser que haja um Jack bem ao seu lado agora!


Bons Pesadelos...

20 de maio de 2013

Changeman - A Trilogia da Torre de Babel

Pela 387389783928923789237893789328932ª vez eu peço desculpas pelo meu rolo interminável em trazer mais MEDO Oculto pra vocês. Vida acadêmica é um 'oror' (sic).

Hoje tem creepypasta brasileira!!

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Changeman - A Trilogia da Torre de Babel

Na minha infância sempre gostei dos tokusatsus (seriados japoneses) que passavam na extinta TV Manchete, e de longe minha série favorita era o Esquadrão Relâmpago Changeman. Mas isso foi antes de conhecer o Tio Japa (Paulo Takashi) e a fita VHS conhecida como “Trilogia da Torre de Babel”.

Lembro que naquela época também um dia, numa manhã chuvosa, em que a Manchete pegava muito mal em casa, assisti a um capítulo cheio de chuviscos e com o som mal-editado, com o áudio pulando para o japonês algumas vezes e as BGMs (canções de fundo) estranhas, que não se pareciam com as trilhas normais do seriado. Lembro vagamente que no capítulo o Senhor Bazoo mandava vir um monstro de outro planeta (óbvio), e que ele se parecia com um boneco de vodu todo espetado, e que os Changeman lutavam contra ele na pedreira da Toei com uma torre de pedra em ruínas ao fundo. Na época meus coleguinhas de escola me zoavam e falavam que eu tinha inventado a história.

Mas o que mais me assustava nesse capítulo, uma cena que nunca me saiu da cabeça, era quando o Comandante Giluke ficava frente a frente com Change Dragon e, ao invés de atacá-lo, do nada começava a chorar e berrar, escorrendo lágrimas cor de piche pela maquiagem.

Mas daí eu conheci o Tio Japa e descobri que a história era verdadeira! Tio Japa, cujo verdadeiro nome era Paulo Takashi (o sobrenome eu esqueci) tinha uma locadora lá para os lados da Liberdade, perto da rua Galvão Bueno, onde ele também vendia jogos de videogame, comidas japoneses, bonecos, fitas VHS de fansubbers e tudo que era tranqueira vindo do Japão. De cabeça branca mas duma idade indefinida, o velho oriental parecia entender tudo de tokusatsus e conseguia episódios das séries mais recentes para nós num tempo em que a Internet ainda engatinhava.

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Até que um dia comentei com ele que eu era muito fã de Changeman, tinha comprado os DVDs novos lançados da série e tinha até hoje os bonecos, quando comentei com ele sobre esse episódio “perdido” que eu vi na Manchete. Na hora a cara do Tio Japa mudou de expressão e ele ficou visivelmente preocupado:

“Então você também sabe?”, disse ele, resmungando umas coisas em japonês logo em seguida. Então me pegou pelo braço e me levou até o almoxarifado da locadora, “eu acho que todas as crianças que já viram por acidente os episódios da trilogia da Torre de Babel precisam saber disso”.

Lá ele abriu um armário velho, cheia de fitas mofadas, e tirou de um estojo plástico sem rótulo uma fita com jeito de nova, com uma etiqueta onde estavam rabiscados a caneta umas letrinhas nipônicas e o nome BABERU TAWA 3.

“Foi um erro, um erro gravíssimo, ninguém na Manchete poderia saber, eles não têm culpa, não, não, não”, e subitamente Tio Japa ficou confuso e começou a falar coisas sem nexo. Desconfiado, guardei a fita na minha mochila e corri até a estação Liberdade do Metrô, e não me aguentava de curiosidade de ver filme, sorte que naquele tempo eu morava perto da República.

Sozinho em casa, meus pais tinham saído e minha irmã estava viajando, instalei o videocassete antigo que mal funcionava direito e coloquei a fita pra rodar.

No começo, só uns quinze ou vinte segundos de tela preta e muitos chuviscos, até achei que a fita ou o aparelho tinham um defeito, mas depois apareceu na tela o logo da Toei Company, um triângulo com um ideograma, e, em preto e branco e com a imagem pulando de leve, começou a abertura, inclusive com legendas em português da Everest Video. Mas a música-tema estava num volume muito baixo e com o som distorcido, como se a fita já estivesse estragada, e nada das cores. Mas mesmo assim vibrei com o tema do meu seriado preferido e fiquei mais empolgado ainda em assistir a um episódio perdido.

O episódio começa com um corte para a Nave Gozma, o Senhor Bazoo aparece para dar uma bronca nos seus subordinados e a as cores enfim aparecem. O cenário está levemente diferente, com menos elementos, como se tivesse sido montado de qualquer jeito para a gravação, mas a dublagem é a brasileira. O Senhor Bazoo também está estranho, apesar de ser o mesmo ator que o interpreta, o efeito especial dele está diferente, meio vermelho e marrom, não sei se de propósito ou pela degradação da fita. Estão lá Giluke, Buba, Gaata, Shima e Ahames, estranho a ausência de Gyodai, e Shima, que era dublada com voz de homem, nessa versão tinha a voz de uma mulher, a mesma dubladora da Sayaka (Change Mermaid), num erro de dublagem que até então nunca tinha ocorrido.

O som está péssimo para ouvir, e por isso tive de botar o volume no máximo. Só se escutam os resmungos do Bazoo:

“Malditos Changeman! Giluke, seu idiota! Como vocês não conseguem vencer os Changeman e conquistar a Terra, eu apelarei para a Operação Torre de Babel” 

“Senhor Bazoo, piedade! Os Changeman são nossos inimigos, mas usar a Torre de Babel contra eles é muita covardia!” 

“SILÊNCIO, GILUKE! Venha a vim, Monstro Espacial...”, e nesse instante o áudio corta para um chiado e não sabemos o nome do monstro convocado por Bazoo.

O céu estrelado atrás do vilão fica então vermelho e se enche de chamas e lava, como se fosse o Inferno, e a Nave Gozma é invadida por um daqueles monstros fajutos de plástico e borracha, imitando um boneco de vodu cheio de agulhas e alfinetes, com dois chifres de demônio e a boca costurada, os olhos só dois furos no saco da fantasia, de onde escorrem lágrimas negras. Ao contrário dos outros monstrengos, a fantasia desse era muito estranha e ele de fato era muito mais assustador.

É visível que os vilões do Gozma ficam espantados na presença desse monstro espacial, e logo todos saem de cena e ficam de frente para Bazoo só o monstro boneco e Giluke. Nessa hora a imagem fica muito granulada e não dá para ver muita coisa, o som coberto pela estática.

É nessa hora que começo a perceber que tem alguma coisa estranha nisso tudo. Sinto calafrios e uma vontade louca de desligar o vídeo e levar a fita de volta para o Tio Japa, mas algo me prende a ela e, boquiaberto, suando frio, continuo assistindo aquele episódio absurdo, sem conseguir desgrudar da TV.

Acho que o Senhor Bazoo está explicando um plano mirabolante, não sei, pois, ao lado dele, no céu vermelho e flamejante, passam umas fotos e cenas aleatórias (quanto mais tento entendê-las, mais encucado eu fico): crianças esqueléticas na África, cadáveres de soldados, a menina nua que corre no Vietnã daquela foto famosa (juro!), fotos que eu acho que são de Hiroshima, animais mortos e despedaçados, camas de hospital com mutilados e doentes terminais, cidades destruídas por incêndios e terremotos, imagens de cadáveres carbonizados e uma imagem em preto e branco que se parece com as Torres Gêmeas pegando fogo (a série é de 1985!). Mas a falta de áudio e de contexto da cena deixava tudo aquilo mais assustador.

Mas de repente as vozes voltam, ainda meio chiadas e agudas:

“A Operação Torre de Babel vai começar!”, proclama o Senhor Bazoo.

Então, numa imagem estática de todos os vilões ajoelhados e com os rostos cobertos, em visível desespero, o vulto do monstro vodu atrás, surge o título do capítulo em japonês, até com as legendas em português da Everest Vídeo e a vinheta conhecida: OPERAÇÃO TORRE DE BABEL.

Naquele momento pausei e achei que não teria coragem suficiente para ir até o fim. Mas minha curiosidade de fã me impelia a ir além. Não teve jeito. Soltei a fita de novo e, após um salto de chuviscos, a cena focaliza o interior escuro e vazio da base secreta dos Changeman. A mesa do Sargento Ibuki está sob a luz de uma vela e todos os computadores estão desligados. Sobre ela há um objeto branco que se parece com uma imagem de santa, ao lado da vela.

Tomei um susto quando vultos apareceram no vídeo, mas eram os cinco heróis do esquadrão se encontrando com o chefe. A câmera dá um close na face abatida e doentia do Sargento Ibuki, que fala numa voz sumida e meio rouca para eles, que, incrivelmente, era a mesma do dublador brasileiro:

“Nós não temos mais esperanças; o pior aconteceu. Gozma vai lançar a Torre de Babel contra nós; guardem essas minhas palavras, pois o Mal está próximo. Se arrependam enquanto ainda há tempo”.

Lentamente a tela vai ficando vermelha (pensei ser outro defeito da fita), travando o frame na imagem desesperada do ator que fazia o Ibuki, e ficando assim por quase um minuto, de vez em quando tremendo, com o som substituído por um irritante som de estática e de descargas. Ora a imagem escurecia, ora ela clareava, num momento ela até mesmo duplicou.

Virei o rosto, peguei o controle remoto e corri para a cozinha que ficava do lado da sala, já assustado, sem conseguir ver aquilo. Maldita hora pro controle enguiçar, porque ele não conseguia nem desligar a TV e nem mudar de canal. Com a sala escura, eu não tinha coragem de ir na sala enquanto aquele brilho vermelho se espalhava pela sala escura, nem de olhar pra cara congelada de desespero do Sargento Ibuki.

Quando o som mudou, voltei pra sala, tremendo, e encontrei a tela chuviscada, respirei aliviado de que enfim aquele tormento acabara. Mas a fita voltou a funcionar do nada e saltou para uma outra cena, que já se parecia com uma cena normal do seriado. Os Changeman tinham se separado para a missão: Tsurugi, Hayate e Oozora estavam numa escola tipicamente japonesa e Sayaka e Mai vasculhavam um galpão abandonado que já tinha aparecido em outro capítulo.

Tudo parecia normal até que...Hayate brincava com as crianças enquanto perguntava para elas sobre a morte de um coleguinha, até que Oozora tira do casaco azul uma foto em preto e branco e elas se aterrorizam com a figura. No armazém abandonado, uma espécie de depósito de lixo, Mai e Sayaka encontram o que aparece ser uma casa em ruínas, totalmente destruída, com várias fotos espalhadas pelas paredes. Uma delas, em preto e branco, assusta as duas, e ela mostra duas crianças sem rosto, paradas em posição de sentido, um crucifixo pregado numa parede, a sombra de uma mão com seis dedos indo na direção delas e...da foto escorre um fio de sangue.

“É Gozma”, é o que dá para entender ela dizendo, porque o áudio volta a ficar abafado “VAMOS CHANGE, CHANGE MERMAID!” 

As duas se transformam, e eu estranho a ausência das músicas de fundo da hora da transformação. Logo o seriado retoma seu jeito habitual, com o ataque dos soldados Hiddler e a aparição de Shima e do monstro vodu. Change Phoenix e Change Mermaid lutam contra os monstros, soltam seus poderes e dão seus golpes, mas, na hora de encarar o Monstro Espacial, Shima subitamente se vira contra ele e ajuda as heroínas:

“Changeman, nós estamos do seu lado! O Senhor Bazoo foi longe demais. Matem o monstro antes do anoitecer e rezem, rezem muito. Não temos tempo...” falou Shima com a mesma voz da Sayaka.

O monstro dispara um raio e a tela fica novamente vermelha! Achei que era um efeito especial por causa da batalha, mas não; o rosto do Sargento Ibuki apareceu de novo, agora ele segurava a vela e ao seu lado estava a santa, e ele dizia:

“Eu disse que não haveria mais esperança. A noite está chegando e não há nada que se possa fazer”, e o áudio mudava para o japonês no meio da frase, ao término da qual o sargento juntava as mãos, abaixava a cabeça e uma lágrima escorria de seu rosto. E o frame congelava de novo!

Agora a música que acompanhava o vídeo era um canto gregoriano altíssimo, em que as vozes sumiam e depois era substituído por um órgão desafinado, parecia até música de igreja. Meu medo era tanto que não tive escolha senão correr até o videocassete e apertar todos os botões, para ver se eu avançava o filme. Imagine como foi difícil se aproximar do televisor gravado com aquela imagem horrenda.

Então botei a fita pra frente e me surpreendi ao ver o logotipo da série, com aquelas letrinhas de sempre, ao invés de ter o planeta Terra sobre os escritos, o que havia era um símbolo negro, uma lua cheia, com uma cruz desenhada por cima. Embaixo, uns caracteres japoneses e a legenda em inglês “Changeman, Babel Tower Trilogy: 2/3”.

O segundo episódio! E pensar que ainda tinha um terceiro...lá fora já tinha escurecido e um trovão ecoava pelo céu, ia ter chuva. A casa estava às escuras, e eu nem tinha ânimo de acender as luzes.

O episódio do meio (que eu descobri que foi o que eu tinha visto na Manchete) começava com os Changeman de volta à base, ela ainda às escuras, com algumas sombras e vultos correndo pelos corredores e destruindo as máquinas. Transformados, Change Griffon e Change Pegasus lutavam contra os espectros, enquanto que, ao fundo, Sargento Ibuki e Change Dragon, junto com os outros oficiais dos Defensores da Terra, ajudavam as duas heroínas, que estavam com as roupas rasgadas, sujas, muitas feridas e Sayaka (Change Mermaid), com um ar doente. Mai (Change Phoenix) estava paralisada em estado catatônico.

Change Pegasus e Change Griffon comentavam entre si que a luta fora tão difícil, o que eles foram obrigados a ver era tão aterrorizante, que o Change Robô vertera sangue por entre suas peças (?), que ambos desejavam morrer a ter que passar por tudo de novo. Sayaka então vomitou uma gosma verde ao chão, cheia de vermes, enquanto que o sargento examinava as costas feridas por picadas de agulhas de Mai, e eis que Change Mermaid lhes mostra uma ferida na palma da mão em formato de cruz, parecia com uma queimadura:

“É o começo da minha morte, o Mal está me corroendo por dentro e vai corroer todos vocês. Nós somos doentes. Logo estaremos juntos das crianças sem rosto, a mão de seis dedos vai nos pegar”, dizia ela, confusa.

“Eu mereço ser punido por tudo o que eu fiz”, responde enigmaticamente Tsurugi (Change Dragon). 

Ao fundo, a câmera dá um zoom e, atrás de uma barreira de destroços, vemos alguns vilões do Gozma, Shima está encolhida a um canto, espancada e ferida como as outras duas, de uma maneira que sugere estupro, Ahames é amparada por Buba numa convulsão (e a câmera dá close em seu rosto, babando e com os olhos revirados), enquanto que Gaata, que eu sempre achei o alívio cômico da série, tem os braços e pernas decepados, enquanto dois soldados Hiddler tentam socorrê-lo, e só consegue grunhir “Misericórdia, misericórdia, sem mais sofrimento!”.

Daí apareceu o título em japonês do episódio, também traduzido numa legenda em português: “As mãos sofridas que não cessam de sangrar, versão brasileira, Álamo”, um título muito esquisito para um capítulo de tokusatsu.

E (já estava ficando esperto pra evitar esses transtornos), já fiquei de prontidão antes que a tela ficasse vermelha de novo, quando o Sargento Ibuki olhou para a câmera, com os olhos vermelhos, e começou a falar com a lente, com a vela na mão (o mesmo toco, que não derretia):

“Arrependimento, penitência, castigo, morte, ódio, doença, tristeza, medo, chegou a hora”, mas, assim que o quadro ficou em preto e branco e ameaçou avermelhar, já apertei a tecla pra pular a fita.

Já estava lá pro meio do episódio 2 e começava a luta contra Giluke e o monstro vodu na pedreira da Toei, com uma “Torre de Babel” ao fundo, e só então percebi que era esse o capítulo que eu tinha visto na TV. Mas aí o que antes era aquela coisa esquisita se transformava num animado capítulo do Esquadrão Relâmpago, com pulos, explosões, raios e golpes de artes marciais, nem parecia com aquela coisa esquisita de antes. Mas o efeito especial da pedreira me intrigava, pois o céu estava vermelho como sangue e aquelas chamas digitais que pareciam um inferno foram aplicadas.

Daí veio a cena de que eu lembro, do Giluke chorando, mais aterrorizante agora do que quando eu era criança: Change Dragon se envolve numa batalha de espadas com Giluke e, na hora H, o comandante de Gozma cai em prantos. E mostra para Change Dragon a foto das crianças sem rosto e a câmera dá uma geral na Torre...e eu não aguento e cubro os olhos, até a hora em que ouço a conhecida música da Base Shuttle e vejo as conhecidas cenas da montagem do robô! Ufa! Agora, pelo menos, a BGM é a mesma, o que me dá certo alívio, pensando que as coisas poderiam se normalizar.

Mas, quando o Change Robo é enfim completado, a música para e voltam os sons de piano e órgão. A tomada se dá num cenário noturno e o robô gigante está sozinho, olhando imóvel para o céu, com a torre às suas costas. De repente vem a voz do narrador, com um lúgubre efeito de eco:

“Pra quê lutar se o seu destino era esse, se não havia saída, se a morte o esperava no final? Valeu a pena lutar tanto e ferir tantos inocentes? Quem é o herói e o vilão aqui? O Mal está por todos os cantos, dentro de cada um de vocês. Só nos resta o desespero...” 

De repente, o robô de papelão se ajoelha, pega a Espada Relâmpago e faz a posição do harakiri. E, antes que o Sargento Ibuki venha dar mais uma lição macabra, eu esmurro o vídeo e jogo a fita pra frente.

Vejo o que parece ser o resumo do capítulo seguinte, uma série de imagens desconexas, um velório sendo feito na base dos heróis (e os caixões são vermelho, preto, azul, branco e rosa, os caixões de cada Changeman!), Sargento Ibuki com a pistola dos heróis na mão e enfiando-a na boca para se suicidar, corpos empilhados, a foto das crianças sem rosto (só de me lembrar dela hoje me faz gelar!) e um vulto desfocado do Senhor Bazoo, sem os olhos, a cara encharcada de sangue.

Fico com mais medo da tela vermelha e agora adianto o filme no terceiro episódio, quando a fita, já muito deteriorada e dando pau no vídeo, começa a saltar e tremer. Aquela experiência, eu percebi, tinha ido longe demais. Depois de muitos saltos e de tanto mexer e colocar o vídeo pra frente, cheguei a uma cena num cenário galático, no final do terceiro capítulo, uma espécie de planeta rochoso, em que Sargento Ibuki e Giluke conversam sozinhos. Giluke ainda chora muito e está com uma expressão confusa, sendo consolado pelo sargento:

“Isso tinha de acontecer. Nós lamentamos todos os mortos e feridos. Vamos esquecer tudo isso mas deixar um registro de que tudo isso aconteceu de verdade”, e assim se encerrava o capítulo. Para meu espanto, com o tradicional clipe de encerramento, com a alegre canção NEVER STOP, CHANGEMAN, como se nada tivesse acontecido e aqueles três capítulos não mostrassem nenhuma atrocidade.

Naquela noite, sozinho no apartamento, não dormi um segundo e escutei barulhos pela casa, rangidos e estalos da mobília, vento nas janelas, e, quando já amanhecia, mesmo com o videocassete ligado, senti cheiro de queimado e vi que ele queimou por causa de um relâmpago. Fiquei à noite toda debaixo das cobertas no quarto de luz acesa, tremendo. Só fui dormir direito umas duas noites depois.

No dia seguinte, fui entregar pro Tio Japa a fita e ele estava mais calmo. Até riu do meu susto e me irritei quando ele riu quando disse que a tela vermelha do Sargento Ibuki era assustadora. E ele me disse:

“Eu trabalhei na distribuidora que trouxe a série pro Brasil e, quando as fitas chegaram, estranhei que vieram 58 episódios ao invés de 55, como quando fizemos a compra. Mas na semana em que traduzíamos e dublávamos a série veio um telegrama da Toei Company e eles avisavam que existiam três episódios, enviados por engano, que não estavam numerados, mas que eram conhecidos como BABERU TAWA 3, que não deveriam ser dublados, nem exibidos e nem lançados em vídeo”. 

“O telegrama ressaltava que sua veiculação era totalmente proibida e que cabiam penas legais severas para quem tivesse a posse dessas imagens, mas, desastrosamente, o material já fora dublado. O Seu Toshi (dono da Everest) mandou que recolhessem as fitas e destruíssem a gravação, não sem antes assistir ao material e ficar ele também horrorizado.” 

“Mas, por um engano, a TV Manchete exibiu o capítulo do meio da trilogia, o mais leve, em rede regional, num dia de chuva, durante o período das greves na emissora. Eu vi e me amedrontei. Por isso, acho que todas as crianças que viram aquilo têm o direito de saber da verdade”. Seu Paulo Takashi pegou a fita de minhas mãos e a trancou em seu armário.

Nunca mais soube do Tio Japa, pois ele fechou a locadora e foi morar numa cidade do interior de São Paulo. Até hoje me zoam nos fóruns por contar essa história, e, mesmo digitando BABERU TAWA 3 no Google não se encontra nada.

Mas um dia um colega meu que mexe com informática e é expert em navegar na Deep Web me mostrou um printscreen de uma página de downloads. O nome do arquivo era “BABERU_TAWA_3_BABEL_TOWER_TRILOGY.mpg”, e na descrição estava escrito “Trilogia Torre de Babel, Changeman Episódios Perdidos”. Mas eu não tive coragem de baixar e assistir. Esses dias ele me passou por e-mail uma imagem capturada de um dos episódios, que eu coloco abaixo, mas só veja se realmente tiver coragem:



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Primeira creepypasta que vejo sobre Tokukatsus (Seriados Japoneses, como Ultramen, Jaspion, Jiraya...Quem passou pela época da Manchete com certeza assistiu.)
Esquadrão Relâmpago Changeman foi criado em 1985 pela Toei Company, e é um Tokukatsu do tipo Super Sentai (Onde pessoas, no máximo cinco, sem poderes especiais, se transformam em heróis de roupas coloridas e combatem o mal na cidade. O mais conhecido é Changeman e, claro, Power Rangers.)

Mil desculpas qualquer informação errada ali em cima.

O post foi sugestão do leitor Joaquim Filho, por email.

Tem algum post de Creepypasta, Criptozoologia, Anime, Mangá, jogo e Medo Oculto pra sugerir? Mande pro email hikacheshire@gmail.com, sem medo de ser feliz!! Não tô podendo responder tuuudo por email, mas todas as sugestões estão anotadas e podem aparecer aqui a qualquer momento! Aguardem!

VAMOS, CHANGE!

Bons Pesadelos~


19 de maio de 2013

Os Protocolos do Sábio de Sião

 
Esses protocolos levantam uma das "teorias de conspiração" mais fortes do mundo. Os protocolos são, supostamente, um plano dos Judeus para dominar o mundo. Nele tem planos para dominar a imprensa, dominar as eleições e até quebrar a economia mundial. Os historiadores afirmam que os protocolos são falsos, eles são um texto russo que apareceu em 1879.

Mas vejam como até uma mentira pode ser perigosa. Os Protocolos foram uma das justificativas de Hitler para seus ataques aos judeus na Segunda Guerra.
E isso infelizmente não acabou. É assustador o numero de conspirações ainda ligadas a judeus, como por exemplo, que eles é que fizeram os ataques nos EUA em 11 de Setembro, afirmando inclusive que os judeus que trabalhavam no World Trade Center foram avisados do ataque e não foram trabalhar no dia. Assim os conspiradores acreditam que nenhum judeu morreu em 11/9.
Todas as teorias de conspiração acreditam e usam Os Protocolos do Sábio Sião.


Vejam esse documentário sobre Os Protocolos de Sião, onde eles mostram os protocolos e aparecem alguns grupos radicais que acreditam nele:








Bons Pesadelos...

18 de maio de 2013

Hightway of the Dead

Joguinho em flash pra atropelar zumbis!!!!
Quer sangue jorrando na tela?



[leiamais]










Bons Pesadelos...

17 de maio de 2013

O Massacre da Serra Elétrica 3D - Cena Exclusiva!

HOJE Estréia O Massacre da Serra Elétrica 3D nos cinemas!
A Europa Filmes liberou uma cena exclusiva para o MEDO B!














Gostou?
Isso é apenas uma das cenas do filme que está foda! Agora vá para os cinemas!
Bons Pesadelos...

Seria o segurança do Obama um ET?

Semana passada o Ex-ministro do Canadá revelou que tem 2 ETs trabalham para o governo americano.
Vocês já leram aqui no Medo B também sobre os reptilianos.

Agora filmaram um dos seguranças do Obama, e ficou a dúvida, seria o segurança do Obama um reptiliano?













A Verdade está aparecendo, só não enxerga quem não quer...
Bons Pesadelos...

16 de maio de 2013

The Following

O seriado que vou apresentar para vocês está entre os meus preferidos - se não o preferido -, prendendo cada vez mais a atenção do público na sua história e mostrando não só o lado do FBI, mas também do serial killer.



The Following apresenta Joe Carroll, um excelente professor de literatura, pai de uma adorável criança e serial killer nas horas vagas. Joe passa seu tempo na prisão organizando uma espécie de culto com seus seguidores, obcecados por Carroll e também pela literatura, especialmente por Edgar Allan Poe. O serial killer tem como principal objetivo escrever o seu novo livro, onde os protagonistas serão sua ex-esposa Claire Matthews e o ex-agente do FBI, Ryan Hardy, que viveram um romance.


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Ryan Murphy se aposentou do FBI após sua luta com Joe Carroll, que esfaqueou o agente do FBI perto do coração e por isso Ryan teve que usar um marcapasso cardíaco e cria seu vício por álcool. Nessa mesma luta ele conseguiu prender Joe Carroll. Muitas pessoas próximas de Ryan morreram, como seu pai e seu irmão, e isso faz com que ele ache que todos em sua volta estão em perigo.

Claire Matthews conheceu Ryan quando ele estava em busca do serial killer que inspirava seus crimes em Edgar Allan Poe (famoso escritor da literatura) e indicou seu marido, Joe Carroll, para ajudá-lo na busca. Logo após Joe ser preso, Ryan e Claire dão início ao seu romance.



Joe Carroll era professor de literatura na Universidade de Winslow e escritor do fracassado livro The Gothic Sea (O Mar Gótico), inspirado no trabalho não finalizado de Edgar Allan Poe, The Light-House (O Farol). Obcecado por Poe, Joe mata suas alunas considerando isso uma forma insana de arte. Além de matá-las, Joe as esfaqueia nos olhos, uma referência a história de Poe "The Black Cat " (O Gato Preto) e "The Tell-Tale Heart" (Os Dizeres de um Coração).

Os seguidores de Joe Carroll  dedicaram anos de sua vida para ajudar o serial killer com seu plano, logo, com sua nova obra. Desde a fuga da prisão até o último capítulo de seu novo livro, Joe conta com a ajuda dos seguidores, que estão dispostos até ao suicídio.




Edgar Allan Poe é a base de Joe Carroll. O autor literário escrevia contos de mistério e terror, como o conhecido "The Raven" (O Corvo). A morte era um tema recorrente em suas obras, especialmente com mulheres sendo as vítimas.











The Following passa no canal Warner, quinta-feira às 22h. O seriado já acabou a primeira temporada e confirmada a segunda, com previsão de estréia para o ínicio de 2014.



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